21 cooperativas participam de oficinas do Programa Investimento Reciclável
Das 29 cooperativas e associações que se inscreveram na 2ª edição do programa, 21 participam de oficinas para melhoria de seus processos de gestão
O Programa Investimento Reciclável (PIR), uma parceria entre Banco Real, Fundação Avina e Suzano Papel e Celulose, com coordenação do Instituto Ecofuturo, que prevê apoio financeiro e melhoria na gestão para cooperativas e associações de catadores de material reciclável da região metropolitana de São Paulo, está em plena atividade.
Das 29 cooperativas e associações inscritas na 2ª edição do programa, 21 seguiram para a segunda fase e já participam, desde o mês de agosto, de oficinas de Planejamento e Prestação de Contas, nas quais receberam orientação para fazer um planejamento mais profundo do projeto e também a prestação de contas, para melhorar seus processos de gestão.
“Com um prazo de dez dias para pôr em prática o que aprenderam na oficina, os catadores têm a oportunidade de pensar nas necessidades da instituição e elaborar uma proposta estruturada de como atender às suas demandas, estabelecendo objetivos e contrapartidas”, diz Luciene Conrado, coordenadora do PIR.
O prazo para apresentação desse plano de trabalho é 12 de setembro e, depois, uma comissão do PIR visitará as cooperativas e associações para avaliar a execução do projeto. No final, de sete a 10 projetos receberão o financiamento do programa. O resultado será divulgado em breve.
O PIR
Durante a primeira edição do programa, em 2007, o PIR escolheu cinco cooperativas e associações, capacitando e beneficiando diretamente 233 catadores de materiais recicláveis, além de núcleos ligados à atividade. Os bons resultados dessa experiência determinaram a continuidade do programa em 2008 e a ampliação do número de empreendimentos que serão contemplados.
Nesta segunda edição, serão selecionadas de sete a dez cooperativas, que participarão de cursos de formação sobre os aspectos administrativos de uma gestão e receberão recursos financeiros reembolsáveis de R$ 2 mil a R$ 40 mil por instituição. Esses recursos devem ser utilizados como capital de giro e para a aquisição de máquinas, equipamentos e veículos ou melhorias de infra-estrutura.
Os recursos recebidos devem ser devolvidos ao fundo em até 21 meses, contando com três meses de carência e correção monetária, porém em condições mais atrativas do que as encontradas no sistema financeiro tradicional, pois não implicam juros sobre as parcelas a restituir. A elaboração das bases do programa foi amplamente debatida com representantes do Movimento Catadores e à medida que as parcelas são devolvidas, o PIR poderá apoiar outras cooperativas e associações e fortalecer ainda mais a cadeia de reciclagem no País.
