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"Uma caminhada ao coração do parque"

texto de Rita Mendonça

PNQuem já caminhou pelas trilhas do Parque das Neblinas recorda-se com facilidade da beleza de suas matas, da pureza do ar, das águas cristalinas do Rio Itatinga e da sensação de bem estar que levou consigo como lembrança da visita. Seu corpo e sua alma tiveram experiências inusitadas, novas, desconhecidas. Não é que desconheciam a beleza e a pureza. Todos nós as temos dentro de nós e as conhecemos muito bem. É que as matas deste parque apresentam algo diferente, e é sobre a observação de suas qualidades especiais que desejo conversar com você, leitor.

Antes de chegar ao Parque, já dentro da fazenda, você observou uma área de floresta homogênea de eucalipto, cultivada para a fabricação de papel. Deste papel aqui, onde está escrito este texto. Mais adiante, você passou por áreas em que os eucaliptos mais altos abrigam uma mata mais heterogênea em seu interior. Adentrando o Parque há matas já bem diversificadas, até chegar à Trilha da Barragem, onde a mata primitiva predomina.

Quando passo por estes caminhos, ouço muitas conversas. Vejo o eucalipto conversando com as outras plantas, ouço uma música, vejo uma dança. A mata original, em um primeiro momento, foi dizimada, retirada, substituída pelo estrangeiro eucalipto. Para que ele se desse bem e a produção fosse garantida ele foi mimado, bem cuidado, e as outras plantas, quando se manifestavam querendo nascer foram logo retiradas. Assim, os eucaliptos predominaram e garantiram a produção do papel, motivo pelo qual tinham sido plantados. Em outras áreas, os eucaliptos que também tinham sido plantados para esse fim, não foram colhidos e as plantas nativas que se manifestaram não foram retiradas. Tiveram outra sorte. Foi aí que diálogo entre o eucalipto e as outras plantas começou. Já dentro do Parque, hoje se observa área de mata bem diversificada, mas com velhos eucaliptos, testemunhando a história desse lugar.

Que conversas terão travado para que o resultado fosse uma combinação tão harmônica de seres de tão diferentes origens? Como terá se sentido o eucalipto ao perceber a crescente convivência de outras árvores, de trepadeiras e epífitas, de aves e mamíferos? Eles que haviam sido importados e cultivados para viver a solidão e a monotonia dos monocultivos!

Que negociações terão sido feitas para que as bromélias, orquídeas, cipós e trepadeiras se instalassem em seus troncos e para que as plantas que necessitam de sombra se abrigassem no seu entorno? Que terão sentido ao perceber que sua vida, ao invés de destinar-se à fabricação de papel, serviu para favorecer o desenvolvimento de uma jovem floresta? Como terá sido a escolha da minúscula orquídea, a menor do mundo, de viver nesse ambiente tão moderno? E como terá sido conviver com 215 espécies de outras árvores que, sendo nativas, não precisam de tantos cuidados para se desenvolver?

E os animais? Que novas aventuras tiveram! Das 27 espécies de mamíferos que ali existem, nove protegem-se da extinção. Das 202 espécies de aves, 18 são exclusivas da região.

Será que com a utilização do processo de reciclagem, menos eucaliptos precisarão ser plantados para a fabricação do papel? E mais matas poderão ser recuperadas e protegidas?

O caminho feito pela trilha é aqui refeito pelo pensamento, expresso neste texto, impresso neste papel, e estes são detalhes muito importantes. Um arqueólogo do futuro que eventualmente encontrar este pedaço de papel dirá que nosso texto escrito é expressão de uma sociedade civilizada, que inventou a escrita 7 mil anos antes e que conhecia o papel havia cerca de 2 mil anos. Devido ao gênio inventivo de algumas pessoas, o mundo civilizado criou artefatos extraordinários, transformou a natureza em tudo o que sua criatividade e habilidade lhes permitiu. Para isso arrancou da terra tudo de que precisava, e lentamente deixou de relacionar suas ações criativas com as seqüelas negativas de seu modo vaidoso de se civilizar.

O papel deste folheto, agora em sua versão reciclada, demonstrará ao nosso arqueólogo do futuro que em um determinado momento da história do mundo civilizado, algumas pessoas passaram a reconhecer a necessidade de mudar o ritmo e a forma de utilização dos recursos naturais. Reciclar passou a ser uma palavra de ordem, neste momento da história. Reverenciar a Natureza também. E ambas podem até ser entendidas como sinônimos!

Se você olhar com muita atenção para esta folha de papel, verá que ela contém toda a nossa história. Mas além de nossa história, ela conta muito também sobre a realidade da vida. Para se produzir este papel, que é reciclado, foi preciso ter um outro papel, o original, que por sua vez foi produzido a partir de árvores. Imensas florestas homogêneas foram plantadas para produzir o papel de primeira mão. As florestas homogêneas existem basicamente para produzir papel, esquecendo-se de se dedicar aos processos necessários para a manutenção da vida, necessários para a sua própria sobrevivência. Elas não podem se distrair com as interações com outras plantas e animais. Dedicam-se à sua tarefa específica e se distanciam das relações ecológicas, mantendo-as no nível mais básico possível.

Para permitir seu desenvolvimento – e de todas as formas de produção intensas em tecnologia e características de nosso tempo – algo muito sério aconteceu em nossos corações. Deixamos de dar importância aos ciclos que mantêm a vida e passamos a dar mais importância aos processos que fazem reproduzir o mundo humano. Na etapa atual da história, este mundo dá prioridade aos aspectos materiais da existência. Mas isso não terá muita importância se você puder lembrar com facilidade que para manter uma floresta para produzir papel é necessário um bom solo, chuva, nuvens, calor para fazer a água evaporar e depois precipitar, e, essencialmente, o mecanismo intrínseco à natureza das plantas que fazem com que elas, plantadas ou espontâneas, em florestas homogêneas ou diversificadas, consigam absorver a água e os nutrientes do solo e captar a luz do sol em um misterioso processo que nos garante a reprodução da vida neste planeta, a fotossíntese. Mas todas as demais relações ecológicas são descartadas.

Nossa maneira de pensar está refletida neste papel e em todos os artefatos que criamos. Nossos sentimentos também. Os caminhantes do Parque das Neblinas têm testemunhado que as paisagens que criamos são resultado de nossa maneira de pensar e agir. E sabem das diferenças de sentimentos provocada pelas diferentes paisagens.

Caminhar em uma floresta homogênea, em uma floresta em regeneração natural e em uma floresta primitiva produz efeitos muito diferentes nas pessoas. Os ambientes homogêneos são áridos, frios e algumas vezes agressivos. Despertam desconforto de alma. É preciso desconectar completamente a capacidade sensível que todos temos e ficar exclusivamente no mundo racional, para não sentir isso.

O caminhar na floresta primitiva, que não tem muita história humana para contar, desperta outros sentimentos, pois nos remete às nossas origens e recupera inúmeros aspectos de nossa natureza que foram desperdiçados e negados durante os últimos sete milênios de nossa história. No entanto, o contato com a floresta primitiva nem sempre é suficiente para nós, seres essencialmente urbanos e industrializados, para nos resgatar a esperança de construir relações mais harmônicas com o mundo, inclusive o natural. A intensidade da experiência com a floresta primitiva pode, em alguns casos, se não houver a correta orientação, confirmar a convicção de que os humanos são contrastantes com a natureza primitiva e que com ela nunca mais poderão se reconciliar.

Já a experiência em florestas de regeneração, tem produzido resultados inesperados nos visitantes, pois nelas o eucalipto plantado para a produção do papel, conversa agora com o palmito, com as figueiras, com os jequitibás, com a anta, a onça, os quatis e os macacos. Cada um conta sua história e convivem. O eucalipto, que antes, na floresta homogênea, não dava lugar aos animais e a outras árvores, agora produz sombra favorecendo o desenvolvimento de um estágio mais avançado do desenvolvimento da floresta.

As pessoas sentem isso. Não sabem, mas sentem. Agrada-lhes a experiência da reconciliação. Essa convivência instala nas pessoas o sentimento de esperança. De felicidade. Podem pressentir os acordos feitos entre as espécies originárias da floresta atlântica e o eucalipto, esse estrangeiro que se adaptou tão bem em nosso país.

A visão dos opostos, do ou/ou, não é confortável: ou floresta artificial ou floresta primitiva; ou produção ou conservação; ou proteção ou destruição; ou megadiversidade ou monocultura. Refletir sobre essas oposições caminhando pelas trilhas do Parque das Neblinas pode fazer com que elas até pareçam desumanas. Será da natureza humana criar oposições para as quais não conhecemos as soluções? Esse tipo de pensamento, que cria as oposições, é tão comum entre nós, mas é tão doentio. A conservação da natureza é um ato criativo, assim como a transformação e a produção de bens. A maneira como o fazemos é que faz a diferença. A integração é sempre possível.

Para trazer para casa aquela sensação de bem estar profunda, promovida por uma caminhada em uma mata de regeneração, é preciso lembrar que o mundo dos opostos, tão valorizados entre nós, não nos traz equilíbrio, harmonia nem felicidade. A mata é testemunho de que podemos pensar de outra forma, e que essa reconciliação, vivenciada pelos eucaliptos e as plantas e animais nativos, está aí nos trazendo ensinamentos.

Por isso as trilhas do Parque das Neblinas são tão especiais. Elas nos ajudam a compreender que as ações cotidianas são, sim, resultado de milênios de civilizações que nos antecederam, mas também de cada um dos passos que damos na direção da compreensão de nossa responsabilidade em contruir nossa história presente. Elas nos ensinam a reconciliar os opostos que insistíamos em separar. O diálogo entre os eucaliptos e a mata nativa nos ensina que a harmonia na vida é uma conquista, resultado de reflexão, negociação e desejo de participar positivamente da construção do mundo.

Uma caminhada ao coração do Parque

Toda caminhada começa com o movimento do corpo. Quando ela acontece em uma área natural, o corpo movimenta-se de forma diferente da habitual, e novas possibilidades de movimentos podem ser exploradas. A primeira conexão com a Terra é feita com os pés, nosso ponto de contato direto. E é na sola dos pés que está a região mais sensível do corpo. Com os pés podemos sentir a Terra e ela pode nos sentir, mesmo quando estamos calçados. Pisar percebendo o passo, pisar carinhosamente, revela uma atitude aberta ao diálogo, ao desejo de negociação, de revisão da relação com o mundo natural.

A atenção deve voltar-se também à respiração. E é através da respiração consciente que conectamos o corpo à mente. Com a inspiração, trazemos o mundo inteiro para dentro de nós e com a expiração, o devolvemos. A concentração da atenção na respiração faz com que a mente se acalme, e produza pensamentos novos, menos condicionados às experiências usuais. Para tirar um bom proveito de uma caminhada, é preciso cuidar dos passos, de nossa conexão com a terra e cuidar da respiração, da conexão entre o corpo e a mente. Assim, a mata poderá revelar seus segredos, contar sua história.

A trilha vai acompanhando o curso do rio. Observe suas águas calmas, cristalinas. Observe quando elas se agitam. Observe os raios de sol atravessando a água, levando seu recado para as pedras do fundo. Ouça o som de seus passos, amassando a serrapilheira, deslocando formigas, ácaros e aranhas de seus espaços habituais. A cada passo, odores diferentes o rodeiam. Pode percebê-los? Sinta as diferentes temperaturas. Já reparou que cada árvore tem sua própria temperatura? Toque as árvores. Lembre-se de que elas têm muita história para lhe contar.

Ouça o som dos pássaros, dos insetos. São mais de duas centenas de espécies diferentes de aves. Quantos cantos diferentes você consegue perceber? Ouça mais, preste mais atenção. Ouça o som da água, do vento. Eles podem estar querendo te trazer algum recado.

Quantas bromélias estão floridas? Que outras flores consegue distinguir dentro da mata? Viu vestígios de animais? Pegadas, penas, fezes? Onde será que estão se escondendo?

Quantos tons de verde consegue discernir? É possível contá-los? Como você percebe o infinito? Como você percebe o tempo?

Consegue perceber a perturbação que sua presença provoca na mata? Sente-se em um lugar confortável. Observe como se sente sentado aí. Observe a natureza retomando seu ritmo, voltando ao estado em que estava antes de sua chegada. Como você percebe a sua natureza ficando assim? Como fica a sua fronteira entre o mundo interno e o externo? Consegue percebê-la, senti-la, desfazê-la? Ah agora sim, é hora de desfrutar da harmonia existente na natureza, agora que você a encontrou dentro de si.

Viu a neblina chegando, subindo a serra? A neblina enquadra a mata, cria molduras móveis que lhe promove um ar de mistério. A neblina nos faz sentir nas nuvens. Pode nos ajudar a nos elevar. Ela é rápida, transitória, bailarina. Ri de nós, de nossa dureza, de nossa materialidade. Para onde vai? Para onde vai levar nossos pensamentos?

Levando a experiência para casa

Você já pensou em levar um pedacinho do Parque das Neblinas para casa?

Você deve imaginar que não estou sugerindo que leve mudas de árvores, bromélias ou orquídeas para o seu jardim!

Penso que todos nós temos muitos jardins que precisam ser irrigados, cuidados, cultivados, mas são os jardins dos nossos sentimentos, dos nossos pensamentos e das nossas ações. Após uma experiência em um parque onde os eucaliptos estrangeiros dialogam e negociam com as espécies nativas que haviam sido por eles preteridas, não dá para ficar indiferente e voltar à rotina habitual sem mudar nada na vida cotidiana. Se eles puderam resgatar o que lhes era essencial e criar uma nova situação, de convivência e parceria, nós também podemos começar a pensar em negociar com nossos hábitos culturais, com nossos condicionamentos e criar novas parcerias, unindo o conhecimento que hoje temos, com a vontade de participar da construção do futuro. Vão aqui algumas dicas:

Água

Ela é a rainha que domina, determina e controla a vida em nosso planeta. Lembra-se da transparência das águas do Rio Itatinga? Lembra da neblina, quase água?

Antes de ser poupada, a água precisa ser reverenciada, porque ela é nossa mãe. Precisamos usar menos quantidade e mais qualidade e intensidade: quando for beber um copo de água, lavar as mãos, o rosto, o corpo, olhe para a água. Preste atenção no que sente, em como a sente. Pense no que ela representa para você.

Além das tradicionais dicas de fechar as torneiras, tomar banhos rápidos, cuidar dos vazamentos, aproveitar a água da chuva, podemos cuidar dela também observando algumas informações: o maior dispêndio e desperdício de água são feitos pela agricultura de irrigação e de grande escala. Se comprar vegetais de pequenos produtores e, sobretudo de produtores orgânicos, você estará poupando a água tanto em quantidade como em qualidade, evitando poluições e restituindo sua pureza, pois para estes plantios é necessária água de qualidade.

Ar

Você gostou do ar puro do Parque das Neblinas? Sentiu a diferença em seus pulmões? O que pode fazer para ajudar a recuperar a qualidade do ar de sua cidade?

O maior responsável pela poluição atmosférica das cidades são carros. Andar de transporte coletivo faz muita diferença. Ou andar a pé, se a distância não for grande demais. Fará bem também para a sua saúde. Caminhe pela cidade lembrando-se da mata. Fique atento à sua respiração. Sinta o ar entrando em seus pulmões. E saindo. Procure observar com carinho as árvores nas calçadas. Elas são poucas, mas as poucas que existem raramente são observadas, contempladas, admiradas pelos transeuntes. Elas precisam de seu olhar, assim como você precisa de sua beleza, para trazer poesia ao seu dia a dia. Ouça os pássaros. Toda cidade tem pássaros. Você consegue abstrair o som dos carros e ouvir somente os pássaros? Este é um excelente exercício de concentração e de transformação.

Energia

Imagine que você vai fazer uma longa caminhada. Deverá carregar tudo o que for precisar: alimentos, agasalho, abrigo. Como vai selecionar a sua bagagem? Certamente evitará os itens supérfluos, para poupar sua própria energia. Por que a desperdiçaria? Por que carregaria coisas não essenciais que aumentariam o peso de sua bagagem e tornariam sua caminhada mais árdua? A mesma coisa deveríamos pensar em relação ao uso geral de energia. Quanto mais a consumimos, mais sobrecarregamos a Terra. Não sentimos o peso direto em nossas costas, pois é a Terra que tem que dar conta de toda a nossa demanda. Mas ele acaba pesando em nossas costas, de outra maneira.

A melhor maneira de economizar é consumir menos produtos industrializados, pois a sua produção é que consome muita energia. E, é claro, apagar as luzes, não deixar nada ligado inutilmente, refletir sobre suas necessidades e possibilidades de ir, pouco a pouco, se desfazendo de aparelhos elétricos que julgar desnecessários. As pessoas que optaram por simplificar a vida, reduzindo o consumo de bens têm percebido e relatado que eles pesam muito, mas este peso só é sentido quando nos livramos dele.

Alimentos

Quando comemos, toda a natureza vai para dentro de nós e fará parte de todo o nosso ser: não só dos nossos corpos, mas de nossos sentimentos e pensamentos. Por isso, deveríamos cuidar muito mais de nossa alimentação do que em geral costumamos fazê-lo. As trilhas do Parque são limpas, não têm lixo. Ninguém gosta de ver lixo jogado, depositado, acumulado. No entanto, poucos se importam em jogar lixo para dentro de seu próprio sangue. Nos alimentos industrializados, assim como nos alimentos produzidos com agrotóxicos, inúmeras substâncias inorgânicas são ingeridas e não podem ser assimiladas pelo organismo humano, pela nossa Natureza. Elas ficam acumuladas de diversas maneiras, seja formando depósitos em determinados órgãos, seja provocando doenças, seja formando uma fina película ao redor das células de todo o corpo, dificultando a absorção natural dos nutrientes. Há muitas alternativas saudáveis para a nossa alimentação. Para ter o estímulo necessário para mudar hábitos culturais tão arraigados como os alimentares, é só lembrar da delícia de passar algumas horas em um lugar sem poluição, sem depósitos de lixo, em recuperação. Se as matas puderam se recuperar, certamente nossos corpos também poderão. Mas neste caso, é preciso muita determinação e clareza.

Lixo

Reciclar o lixo que produz é essencial. Mas é pouco, podemos mais. Podemos refletir sobre o que consumimos e buscar fazer escolhas conscientes. Podemos experimentar recusar o consumo de alguns produtos habituais, para sentir, testar nossa autodeterminação. Podemos reutilizar embalagens, usar produtos reciclados, reformar roupas e calçados, organizar feiras de trocas, fazer uso coletivo de diversos produtos. E de qualquer maneira, reduzir o consumo. A reflexão e a tomada de decisão consciente sobre o consumo são consideradas essenciais para a construção de um mundo sustentável e saudável para todos.

E o arqueólogo que encontrará nossos traços, no futuro, verificará que, pela vontade de algumas pessoas, o curso da história humana pôde ser modificado, incluindo as ações que passaram de destrutivas a integradoras, de dominadoras a reverentes, de egoístas a altruístas, de violentas a pacíficas.

E os eucaliptos e as neblinas continuarão sua dança, celebrando os novos tempos, em que os mesmos caminhos assumiram novos rumos.

 

 
Acesso Restrito


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